segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Conto de Fadas


Estou ficando vazia de palavras, e as sensações parecem se repetir.
Acho que preciso alimentar mais minhas histórias.
Preciso encontrar as sementes mágicas do pé de feijão. Preciso encontrar um gigante e combatê-lo. Preciso acariciar o gato de botas. E brigar com a Fera que vive no castelo. Preciso deixar meus cabelos crescerem para fazer longas tranças, tranças de rapunzel. Preciso comer da maçã envenenada. Preciso perder meu sapatinho de cristal.
Preciso dormir para sempre, porque só o beijo do príncipe não vai me despertar. Perdi a fada azul de vista, e acho que não vou conseguir me tornar uma menina de verdade. Não consigo achar a fada madrinha que prometeu me ajudar. Sinto que meu coração pode ser de palha, madeira e de cimento e tijolos que sempre vai ter um lobo querendo destruí-lo. Mesmo que eu ande atenta pelo caminho, e me proteja dos ventos com meu chapeuzinho vermelho, sempre parece que não vai ser a vovó que vou encontrar no final. Deixo migalhas pelo caminho em que sigo, no entanto os pássaros da minha imaginação come cada uma delas. Assim fico perdida. E continuo andando até encontrar um amor todo doce, cheio de chocolate, bala de goma, bolacha recheada. Me perco assim e acabo engordando o pensamento com as tolices mais doces que já vi. De repente tudo muda, me vejo perdida na floresta e encontro o gato maluco, e logo já vejo um soldado da Rainha de Copas a me espionar. Cortem as cabeças [e o coração, também!]! Não há tempo, não há tempo! Estou com pressa, estou atrasada. Com toda essa pressa acabo perdendo minha voz e ganhando pernas, em vez de continuar no mar da esperança com minhas nadadeiras amigas. Troco meu reino, por um mortal. No entanto consigo me salvar e encontrar a felicidade eterna. Entre uma loucura e outra, acho o meu Aladim e ando no tapete mágico. Ganho o mundo e meus olhos brilham como duas esmeraldas.
Assim
vivo eu, entre um conto de fadas e outro, tentando superar a realidade que é diferente do sonho. Que beira as vezes o romantismo e outras vezes a bruxa malvada que aparece disfarçada de velhinha. Mas anseio desesperadamente a ajuda da minha fada madrinha, só espero que ela não seja tão atrapalhada como aquela que ela deveria ajudar.


beijossssss

2 comentários:

Anónimo disse...

Tu fazes parte do meu Conto...acredita

beijo
P.

Dragon Fly disse...

Pedro: não quero fazer parte de conto de ninguem,eu quero ser um conto..heheheh...que modesta que eu sou!!!Obrigada Lindo
beijossss