Voltei..., mas nunca cheguei a ir.
Tenho andado numa espécie de limbo.
A felicidade não existe, embora a procure, embora procure me sentir melhor cada dia que passa, mas... a felicidade não existe. Existem, sim, momentos felizes, pequenas alegrias no dia a dia. Um raio de sol que nos ilumina o rosto e o aquece e nos faz sentir melhor, a luz do entardecer a salientar o verde da relva, um arco-íris formado por gotas de água salpicadas numa pequena fonte, o cantar dos passarinhos ao amanhecer... enfim, tantas coisas que nos podem fazer sorrir e tornar mais alegres por um período de tempo indefinido. Podemos nos sentir bem durante todo o dia e no dia seguinte termos a sensação de tristeza, melancolia, como até no próprio dia desvanecer-se o sorriso do rosto e cairmos no espaço vazio que temos cá dentro e não o conseguimos preencher definitivamente.
Há dias assim, dias menos bons, mas sei que amanhã ou depois, terei um dia bom e a seguir outro e outro, até voltar a estar assim. Procuro, sim procuro aquilo que me faz sentir bem, vasculho e vasculho por entre os destroços deixados para trás, tento limpá-los, arrumar, colocar as coisas no sítio, endireitar-me, erguer a cabeça, sorrir e andar para a frente. Olhar a linha do horizonte e saber que tudo tem um propósito e está algo de bom e especial reservado para mim. Olhar-me ao espelho e saber que encontrei-me. Aquela que ali vejo, sou EU. Enquanto não me amar devidamente e saber quem sou, não conseguirei amar outro alguém e deixar que me amem por quem sou, pois nem eu o sei. Ou será que é possível? Será que esse outro alguém, será a chave para finalmente encontrar-me no meu próprio reflexo...?
Um desabafo, para um dia menos bom...
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