quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Entre o Ceu e a Terra


















Nascem-me asas de borboleta, que as fadas escolhem as asas com que voam!

Dos verdes e azuis alagados apetece-me fugir.
Escolho a noite misteriosa, procuro as estrelas mais distantes.
As vermelhas, as que morrendo, vão criar novos brilhos no céu.
Escolho um rumo, bato as asas num impulso e parto.
Por mim passam, num afago, sombras que não conheço.
Roçam as minhas asas, toques leves, como palavras murmuradas.
Não paro, não quero ouvir, quero estar só.
Somente eu e as cores rodopiantes do Universo.
Em espiral, num crescendo fulgurante, abre-se um caminho.
Degraus de fumo, desfazendo-se à medida que subo, em voo lento.
Há uma brisa melódica que me chama, um acenar de mãos imprecisas.
Não olho para trás, sei que lá longe, o meu corpo jaz na terra iluminada.
Em frente, um outro mundo, um arco-íris de olhos brilhantes.
Sinto o convite, como quem ouve chamar por si.
É aí que paro, não quero ir além do conhecido, não agora, não ainda.
Serenamente pairo, até sentir-me impregnada pelo mistério.
Então regresso, sem pressa, trazendo comigo a cor, a luz e o brilho.
Que aqui onde me encontro é que quero estar.
Aqui onde estou é que sou cor, sou luz e sou brilho.

beijoss..durmam bem kiss**

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