Caída no rosto
por causa de alguém,
por causa de mim
ou devido a ninguém.
A gota singela
a pura e a agreste
a sorridente e bela,
a triste de azul celeste.
Entre as pálpebras fechadas
fruto de uma dor
conchas salgadas
abertas em flor.
Nuns olhos abertos
feitos de loucura
roubados ou espertos
num frenesim de ternura.
Uma mão no meu rosto
um dedo na tua
admirar-te num posto
sentinela na rua.
No meu peito fechado
uma lágrima perdida
músico alado
com timbre de vida.
A gota tem duas pontes
Que são braços ao redor
Que te abraçam em fontes
Ou num espaço muito menor.
Podes ver-me chorar
Posso limpar-te a face...
Este nosso amar
É amizade sem desenlace.
Mais um poema para voces...um beijo doce e terno! beijossss
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