quarta-feira, 28 de abril de 2010

Um Rumo...



Sei das canções que o vento canta no longe das manhãs que conheci

Das noites poderosas relembro o sussurro breve dos teus lábios
No meu corpo grita-se hoje um lusco-fusco de prazeres adiados
Mas este rio já não tem margens nem a minha alma tem fronteiras.

Na barca cega destes dias embrulho-me no xaile do tempo e parto
Já não procuro saber para onde vou e sigo inerte o rumo da corrente
Há no horizonte tanto dia por nascer e o sol recusa-se a surgir
E nesta eterna madrugada já a minha voz se cansou de chamar por ti.


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