quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Lentamente a chuva cai...


Sentada aqui vendo a chuva deslizar pela janela da sala, pergunto-me por momentos que pensei voar, relembro a praia que viu nossos beijos, ou o céu que ao som dos nossos risos ousava dançar. Relembro com saudade as loucuras escondidas, impensadas por muitos, ou então a criança que eramos que de mão dada com a vida, esqueciamos as regras e iniciavamos uma corrida contra o tempo que nos esmaga sem tocar. Fomos felizes, sem na realidade o ser, a paixão consumiu nossos corpos, mas o amor nessas terras acabou por não nascer, e nós secamos o sangue que corria, deixando nossos corpos cair nessa terra suja, tornamo-nos secos, vagueamos na noite, tornamo-nos a coruja, que nada vê, nada sente e tudo ouve, perdadores da noite, que dançamos a valsa sem que a musica toque, sentimo-la como um açoite. E assim somos nós agora, estranhos unidos pela força das mãos que se enlaçam, mas a corrente quebro e os corpos que vazios se abraçam, lentamente afasto para que possam de novo viver, para que no meio do vazio encontrem seu calor nos braços doutro ser, e que ele a fogueira atei, sem que o amor seja esquecido, e as mãos sintam o calor no sangue perdido.


Aqui sentada a ver a chuva cair, permito-me um adeus pernunciar, e permito-me a capacidade de voltar a sentir aquilo que sempre estive a procurar....AMOR
 
beijossss

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