terça-feira, 27 de outubro de 2009

Há alturas que nada do que fazemos parece certo...

Há Dias em que a nossa vida se assume como um extenso deserto. Que não nos apetece mover, nem para matar a sede, dependendo, disso para viver. Há alturas em nada nos diz, absolutamente alguma coisa. E no horizonte o que aparece, não conseguimos compreender. Dias em que cais na cama, como se te afundasses na lama...dias, que não deviam acontecer!

E para melhorar tudo o que sentes, te dá vontade de desistir...fugir, obrigando-te a ficar e a encarar, o cinzento que entrou nas tua vida de repente.

Há dias em pura e simplesmente, deixas de querer fazer parte daqueles a que chamam gente.

Podias ter nascido, vegetal, animal ou uma pedra, que provavelmente, terias mais coração. Há alturas que tudo te foge da mão. Nesses dias é quando procuras um amor antigo, que te abraça apesar de esquecido. O silêncio!

Enrolas-te nos seus braços e escutas-lhe os conselhos. Olhas-o bem no rosto e contas o teu desgosto. E ele dá-te o que se espera. Paz.

Mesmo que não te aches capaz de conseguir levantar a cabeça e voltar para a vida, que não te interessa, a isso te obrigam. Porque és mais que o tal vegetal.

E sorris quando por dentro choras. Dizes-te feliz, quando a cada passo ignoras a dor com que o dás. Só porque és obrigada a isso. Só porque tens de ser capaz!

obrigada amigo por estas sábias palavras e por me limpares as lágrimas...

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